ECONOMIA

Inês Moiane ,Ex-secretária de Guebuza admite ter recebido 850 mil euros

“Eu não fui subornada”, declarou Moiane, em resposta ao juiz da causa, Efigénio Baptista, sobre a acusação de corrupção passiva que lhe é imputada no processo sobre as dívidas ocultas.

A arguida confirmou ao tribunal que recebeu 850 mil euros de Jean Boustani, avançando que o valor era correspondente à venda de um terreno que tinha na Avenida Marginal, situado à beira-mar, na cidade de Maputo.

Jean Boustani, cidadão libanês e negociador da empresa de estaleiros navais Privinvest, com sede em Abu Dabi, é acusado pelo Ministério Público moçambicano de ter pagado subornos alimentados pelo dinheiro das dívidas ocultas, incluindo a pessoas próximas de Armando Guebuza.

No depoimento hoje em tribunal, Inês Moiane disse que o dinheiro que recebeu de Jean Boustani era referente ao preço da venda do terreno do arguido ao negociador da Privinvest, que mostrou interesse em erguer um hotel no edifício.

“Como eu não tinha capacidade para investimento [no terreno], disse a Boustani que tinha um espaço concebido para apartamentos e ele disse: ´Nós queremos fazer hotéis em Moçambique`”, declarou a antiga secretária particular e hoje atual assessora de Armando Guebuza.

Inês Moiane disse que se encontrou “umas cinco ou seis vezes” com Jean Boustani, dentro e fora do país, no âmbito da preparação de encontros entre o negociador da Privinvest e Armando Guebuza sobre o projeto de proteção da Zona Económica Exclusiva de Moçambique.

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Heitor Hits

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